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1.2.2013

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: reflexões críticas sobre as avaliações, diagnóstico e tratamento

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um assunto estudado por diversos autores de diferentes especialidades. Venho acompanhando há algum tempo as discussões sobre esse tema, por meio dos debates e produções acadêmicas veiculadas principalmente por psicólogos. No entanto, também acompanho as problematizações feitas pela médica pediatra Maria Aparecida Affonso Moyses sobre o assunto. Como professora Titular de Pediatria na Unicamp, Maria Aparecida, tem se debruçado a pesquisar as relações entre saúde, aprendizagem e desenvolvimento de crianças e adolescentes, tendo publicado livros e inúmeros artigos sobre TDAH e dislexia. Suas produções acadêmicas e científicas são de grande relevância para a comunidade acadêmica e por isto, no artigo que aqui me propus a escrever, estarei fundamentada, principalmente, pelos conhecimentos científicos advindos das produções da referida autora. Aproveito para incentivar a leitura de suas produções, pois, de maneira instigante, intrigante e contundente, é que ela contesta a afirmação de que o TDAH seja uma doença. Para ela, não há como aceitar tranquilamente a existência de um transtorno que ainda não foi comprovado pela ciência. Diante disto, o que se nega é existência de um transtorno, cuja origem seja orgânica, inata e neurológica conforme vem sendo defendido por diversos autores. Nega-se, portanto, a existência de um transtorno que não foi comprovado cientificamente, mas isto não significa anular a existência de pessoas que aprendem com mais dificuldade ou que se comportam de modos diferentes dos padrões estabelecidos. Fazer isso, seria negar a diversidade e diferenças que são inerentes as condições humanas. Rejeita-se as explicações organicistas que explicam o transtorno. Questiona-se o alto índice de crianças diagnosticadas com TDAH, e intriga-se com o aumento abusivo de crianças medicalizadas. O consumo da Ritalina ou Concerta, cuja droga psicoativa chama-se metilfenidato, aumentou de 2003 a 2004, 51%. A venda desses medicamentos subiu de 71 mil para 739 mil caixas em apenas quatro anos. Esta droga tem o mesmo mecanismo de ação que as anfetaminas e a cocaína, sendo que a única diferença está na intensidade. O medicamento pode provocar sérias reações adversas, tais como: cefaléia, insônia, sonolência, alucinações, suicídios e redução irreversível na estatura final, aumento do risco de drogadição, entre outros. Além disto, outra consideração importante que a autora faz, diz respeito às reações adversas mais comuns que acometem entre 40 a 50% dos consumidores. Dentre elas estão: o foco de atenção em uma única coisa de cada vez, ficar quieto, parado, contido em si mesmo, sendo que este efeito é nomeado em farmacologia de zumbilike. O ponto de destaque é que estas reações adversas têm sido apresentadas como efeito terapêutico! É inadmissível, chocante e desesperador entrar em contato com esta realidade: Crianças estão sendo indevidamente medicadas (porque não foi comprovada a existência do transtorno e porque o medicamento não apresenta evidencia de resultados positivos). Apesar disso: o aumento acelerado no consumo das drogas mencionadas é alarmante! Esta realidade absurda, que indigna e intriga, provocou a criação do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, cujo propósito é articular profissionais, estudantes e sociedade em geral, para a mobilização, enfrentamento e superação do fenômeno da medicalização. Entende-se por medicalização o processo que individualiza e transforma problemas de diferentes ordens, em problemas médicos, ou seja, em doenças. A sociedade brasileira vive este processo de maneira crescente em qualquer esfera da vida, e é desta forma que as questões políticas, sociais, culturais e afetivas que afligem a vida humana, são desconsideradas e transformadas em problemas, doenças de ordem individual. Este fenômeno de individualizar no corpo do individuo, aquilo que é da ordem do coletivo, esconde todos os demais fatores que deveriam ser considerados e envolvidos quando se analisa um fenômeno. É assim que, problemas políticos e sociais, são transformados em biológicos. Quando se reflete sobre a educação a lógica é a mesma, ou seja, diante das dificuldades apresentadas no contexto escolar, as mesmas muitas vezes são compreendidas como problemas individuais, centradas na criança e/ou em sua família. Acometida por uma doença orgânica, a criança é medicada, e enquanto isto, as demais esferas que envolvem o processo de ensino-aprendizagem não são consideradas. Salas lotadas, professores mal remunerados, etc, etc, etc... são fatores ignorados. Enquanto isto, mais medicações, mais diagnósticos...E por falar em diagnóstico, importante mencionar que antes do TDHA ter esta nomenclatura, ele foi denominado como lesão cerebral mínima. Quando averigou-se que não havia lesões cerebrais que explicassem os comportamentos, mudou-se a nomenclatura. Agora as dificuldades escolares ou de comportamentos eram explicadas, não mais pela lesão (afinal esta não foi encontrada, apesar da ciência ter dito que ela existia!), então foi denominada disfunção... Onde? Como? A ciência não explicou e novamente alterou a denominação. Hoje TDAH. Como a ciência faz seu diagnostico? Como a ciência comprova a existência deste transtorno? Maria Aparecida Affonso Moyses, brilhantemente, mostra em seus textos os motivos da ciência não ter conseguido comprovar a existência do TDAH e nos aponta isto, explanando inclusive, o modo frágil e vazio que são conduzidas as avaliações. Convido o leitor interessado no assunto, e que queira continuar esta conversa, a participar do curso sobre o referido tema que será oferecido gratuitamente pelo Centro Universitário Anhanguera de Leme, como parte da programação dos "Cursos Gratuitos de Verão da Anhanguera". O curso será realizado na próxima terça-feira (dia 5), às 19h, nas dependências da instituição e será ministrado pelo psicólogo Danilo Goulart (CRP-06/102789). Inscrições e informações: (19) 3573-8645 ou eloisa.gimenez@aedu.com. Venha debater conosco!

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