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3.12.2013

Recém-formada em Contábeis da Anhanguera Dourados participa do 'Encontro com Fátima Bernardes'

Em 1995, Jusselene Ferreira da Silva tinha 18 anos e uma visão perfeita. Criava sozinha a filha de três meses e levava uma vida normal, como qualquer outra garota. Sem qualquer prenúncio ou sintoma acordou um dia sem entender porque tudo continuava escuro. Levantou-se, foi até o interrupto, acendeu a luz e tudo continuava escura. Aproximou-se da janela, sentio o calor do sol sobre sua pele e foi assim que descobriu que havia perdido a visão. Estava cega.

A recém-formada recorda que foi uma busca incessante para recuperar a visão tanto em Dourados (MS), em Campo Grande (MS), quanto em Goiânia (GO). Mas não obteve êxito. O médico Marcos Ávila, que atendeu Jusselene em Goiânia (GO) na época, explicou que ela teve um descolamento de retina inalterável causado possivelmente por processo inflamatório. "Lembro-me que não conseguia ver o fundo dos olhos dela e que foi preciso uma ultrassonografia ocular para avaliar", afirma o médico. Segundo Ávila, o caso é raro em pessoas jovens. "O deslocamento de retina é comum em casos de trauma ou miopia alta (10 graus) e a inflamação pode ocorrer por bactéria, vírus, entre outros." Já o médico Álvaro Hilgert, que a consultou em Campo Grande na época, confirmou que o caso "é raro e muito grave, que mesmo com o avanço da tecnologia atual o caso ainda é difícil de diagnosticar".

Jusselene acabou se conforando e aprendendo a lidar com a nova realidade. Depois de três anos, conheceu o atual esposo e teve mais três filhos. Na época, passou a vender perfumes e roupas para ajudar nas despesas de casa até que surgiu a oportunidade em trabalhar como locutora de uma rádio.

Passados mais alguns anos, ouviu um debate na televisão sobre inclusão social. Jussele se sentiu motivada com as histórias que ouviu e quis voltar a estudar, pois faltava concluir o ensino fundamental. Ela conta que foi a uma escola próxima, conversou com a diretora, frequentou aulas e com o resultado do provão conseguiu concluir o ensino fundamental, matriculando-se no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Mas foi no terceiro ano do Ensino Médio, quando dois professores da Anhanguera Educacional visitaram a escola para falar dos cursos que sua história começou a mudar de verdade. O professores perceberam a força de vontade da estudante e a a desafiaram a prestar o vestibular.

Jussele encarou o desafio de frente. Ela se inscreveu no vestibular para o curso de Ciências Contábeis e conquistou uma bolsa de estudos integral do Programa Universidade para Todos (Prouni), do Governo Federal. Jusselene se empenhou nos estudos e aprendeu como lidar com a deficiência visual nas atividades diárias de estudos e de trabalho. Ela trabalha em sua própria loja de roupas, toma conta da casa, do marido e dos filhos. Ainda arruma tempo para fazer cursos de massoterapia, estética e auxiliar administrativo.

Esta a história de Jussele, uma ex-aluna da Anhanguera que teve sua vida transformada pelo ensino de qualidade.