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7.11.2014

Escassez hídrica

PAPO DE MESTRE
Thalita Moschini Cavalcanti Terrini
é engenheira ambiental e professora da Faculdade Anhanguera de Santa Bárbara

Estima-se que cerca de 40% da população global conviva, hoje, sob a situação de estresse hídrico. Essas pessoas habitam regiões onde a oferta anual é inferior a 1.700 metros cúbicos de água, por habitante - limite mínimo considerado seguro pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse caso, a falta de água é frequente, além disso, a perspectiva para o futuro é que a escassez aumente.
De acordo com estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar (IFPRI), com sede em Washington, até 2050, um total de 4,8 bilhões de pessoas estará em situação de estresse hídrico. Além de problemas para o consumo humano, esse cenário, caso se confirme, colocará em xeque as safras agrícolas e a produção industrial, uma vez que a água e o crescimento econômico caminham juntos.
A seca que atingiu os Estados Unidos no último verão - a mais severa e mais longa dos últimos 25 anos - é uma espécie de prévia da situação que pode vir a acontecer. A falta de chuva engoliu 0,2 pontos do crescimento da economia americana no segundo trimestre deste ano.
A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa, e seus ruídos tendem a ser percebidos apenas quando é tarde para agir. Das dez bacias hidrográficas mais densamente povoadas do mundo, grupo que compreende os arredores de rios, como o indiano Ganges e o chinês Yangtzé, cinco já são explorados acima dos níveis considerados sustentáveis. Isso corrobora com o que mencionamos acima, ou seja, se nada mudar nas próximas décadas, cerca de 45% de toda a riqueza global será produzida em regiões sujeitas ao estresse hídrico.
"Esse cenário terá impacto nas decisões de investimento e nos custos operacionais das empresas, afetando a competitividade das regiões", afirma um estudo da Veolia, empresa francesa de soluções ambientais. (Fonte: Planeta Sustentável)
Diante desse cenário, o que podemos fazer, além das práticas simples, como diminuir o tempo do banho, reservar a água da lavagem da roupa para outros usos, entre outros?
Os projetos de construção civil, que visam menor impacto ambiental, devem priorizar a sustentabilidade desde a sua concepção. Procurar soluções ambientais conscientes, desde o processo construtivo, com menos ou nenhum desperdício e reduções de resíduos de construção, são objetivos primordiais. Já na fase de entrega ao usuário da construção, visar projetos de economia no consumo dos recursos naturais, tais como água e energia elétrica.
A chamada "Construção Sustentável" tem como objetivo a certificação conhecida como Selo Verde. A certificação agrega valores de sustentabilidade aos projetos de construção e arquitetura; esses selos são fiscalizados por cinco principais empresas: Ledd, Breeam, Aqua, Procel Edifica e Casa Azul. As construções que obtém o Selo Verde agregam valores ambientais em seus projetos, que visam melhor qualidade de vida e, para as construtoras, a obtenção do Selo significa valores rentáveis, além de agregar "Marketing Verde".
Alternativas de economia hídrica
- Sistema de captação d´água da chuva: são inteligentes e racionais e facilitam a vida de todas as pessoas, principalmente, em localidades onde há baixo índice pluviométrico.
Essa água é captada pela calha e armazenada em reservatórios subterrâneos ou em cisternas. (caixa d´água também pode ser utilizada)
- Reuso da água do banho para vaso sanitário: o projeto de reuso da água do banho familiar para o vaso sanitário contou com o apoio da ONG Sociedade do Sol, até julho de 2010. Trata-se de um projeto experimental que não é disseminado livremente. Esse projeto gera economia de 30%, ao mês, no consumo de água.
- Utilização da água da pia para descargas: é um projeto simples para utilização da água utilizada nas pias dos lavatórios e reutilizada para encher os reservatórios das descargas.
- Redução dos desperdícios das descargas de vasos sanitário: o mercado de construção civil já lançou os sanitários com caixas acopladas e as novidades sãos as caixas acopladas com válvulas de regulagem de vazão com 3 ou 6 litros.
- Torneiras com fechamento automático: torneiras com fechamento automático tem um valor mais elevado, em relação às convencionais, mas possui controle de vazão, o que significa economia no consumo mensal de água.
- Redutores de vazão: são peças de plástico que são utilizadas nas torneiras, deixando-as mais econômicas e com vazão reduzida.